7 de junho de 2010

Amor-própio. Procura-se.

“Tanto faz não satisfaz o que preciso.
Além do mais quem busca nunca é indeciso.
Eu busquei quem sou...” - O Teatro Mágico 
Não sei onde o coloquei. Não sei se o esqueci na ultima visita que fiz ao seu apartamento ou se o guardei por achar não precisar mais dele. Escondi, entre as lágrimas que encharcam meu travesseiro, molharam minha face. Perdi.

Não lembro a ultima vez que me achei verdadeiramente bonita, quando olhei para o espelho e vi algo além dos olhos castanhos. Esqueci. Não importa. Agora não vai importar mais o que passou. Estou tentando. Juro.

Quero me lembrar da ultima vez que sorrir, que me esqueci de você e prestei atenção verdadeiramente em meus verdadeiros amigos. Esqueci de lembrar de você. Perdi essa pena boba de mim mesma. Jurei parar de pensar. Escondi tudo de ruim que você despertou em mim.

Não quero mais ser aquilo que estava sendo. Chega. Quero acordar pela manhã, reclamando do horário e dos ônibus cheios e não do suplicio que é deixar os sonhos e enfrentar a realidade. Quero sair, mesmo sozinha, e curtir um pouco da minha companhia, ao invés de me menosprezar por ser a única desacompanhada.

Chega de esperar o príncipe no cavalo branco, o vampiro no volvo prata ou a fada madrinha, baterem em minha porta. Sou melhor que isso. Posso fazer melhor que isso. Estou à procura. A procura do meu amor-próprio. Que esqueci por ai.