22 de julho de 2010

Egoísta!


Com o tempo descobrir que nem todo mundo tava a fim de escutar minhas reclamações de vida fútil, para que dizer tudo a todo mundo? Ninguém tem obrigação de ser meu diário ambulante. Percebi que é mais fácil perder ou se desencantar com as pessoas do que apagar o que lhes foi dito. Não quero mais me apegar a pessoas, certos tipos de apego emocional não combinam com minhas roupas, e minha maquiagem sempre borra quando choro.

Querer ficar só, não é exatamente ser só ou não se importar com ninguém. Tenho poucos amigos, quem disse que quantidade significa qualidade? E sofro pela falta muitas vezes. Mas como disse, apego emocional machuca. Principalmente quando você não esta configurado para conviver com pessoas. Jorge Amado já disse: Se viver não é fácil, conviver é um desafio permanente. Ou algo assim. O que importa é que não estou preparada, configurada ou habilitada para conviver. Tenho um péssimo gênio, um humor negro, sou cabeça dura e odeio que discordem de mim. Mas quem catalogou meu comportamento como Egoísmo? O tal do Aurélio?

Egoísmo s.m. Sentimento ou maneira de ser dos indivíduos que só se preocupam com o interesse próprio, com o que lhes diz respeito. Eu me preocupo com os outros, eu não piso na grama, economizo água, converso com velhinhos, brinco com crianças e paro na faixa de pedestre. Preocupo-me com meus interesses de uma forma saudável. Não me culpe por não manter um relacionamento longo por medo, não lhe declarar amores, aliás, “eu te amo” não é “bom dia”.

Quer saber, nem sei mais. O que sou ou deixo de ser, é fácil para qualquer pessoa dizer o que é ou deixa de ser. Difícil é ser exatamente quem você diz ser. Não sou egoísta, ao menos não voluntariamente. Aprendi a guardar uma boa parte de mim mesma para quem realmente mereça  e se interesse por isso. Por enquanto sigo assim, sozinha, mas não solitária; Quieta, mas não silenciosa; Séria, mas não triste.

No fim das contas, naquela tarde, a verdade caiu sobre mim como uma pedra! Não, como um raio... ou coisa semelhante. Doloroso? Não. De certo modo eu já sabia. Caminhei sozinha para isso e plenamente consciente do meu futuro. Mas, é que dessa vez foi diferente. Ter sua mãe gritando isso a plenos pulmões, jogando na sua cara a mais pura de sua própria verdade. Foi diferente. Soou quase como um crime. Se for, está bem. Sou culpada.
Postagem completamente aleatória.  Sempre tudo que escrevo tem muito de mim mesma, e esse não é diferente... enfim, espero que tenham gostado do texto. beijo Mil ;*