19 de janeiro de 2011

Mais uma vez

Isolamento tem se tornado uma palavra chave em minha vida, não lembro quando me tornei tão antissocial, mas ultimamente tenho fugido o máximo de rostos conhecidos. E até os desconhecidos que de alguma forma teimam em falar comigo como se fossemos amigos de longuíssima data!

Pessoas tem me assustado e tenho desenvolvido uma forma de misantropia que nem sempre consigo controlar e torna inevitável à figura antipática que tem se formado em mim. Não é que eu não goste de pessoas. É que eu tenho certeza que sou uma pessoa de péssima convivência que deve ser mantida longe dá sociedade para um processo de reconhecimento pessoal.

Já esse reconhecimento pessoal está tão distante de ser alcançado que laços que já considerava frouxo tem se desfeito cada vez mais rápido e temo por perdas imediatas. É como por areia nas mãos e separar os dedos. Ela escorre entre as falhas e não há muito a ser feito. Odeio Isso.

Odeio essa indecisão, essa falta de chão e raízes. Essa falta de familiaridade com o mundo. Sinto-me como se estivesse de passagem por esses lados, de Férias... longas férias de 17anos. Ai, Droga! Odeio crise existencial também. Deveria contar quantas vezes cai nessas de curtir a fossa e quantas outras vezes jurei sair dela, me surpreenderia com esse número.

Mais uma vez estou falando as mesmas coisas e espero mais uma vez sair dessa com um sorriso – por vezes cínico – no rosto e novos planos em mão. Além de novos rostos na multidão, mais sonhos e mais raízes no chão.