5 de janeiro de 2011

Nem tão distante

Hoje em dia o futuro não é algo tão distante. Está cada vez mais perto, mais palpável e menos surreal. Foi-se o tempo em que datilografávamos, folheávamos e ouvíamos rádio. Hoje, a tecnologia tende a melhorar a vida das pessoas, mesmo quando essas melhorias não são mais essenciais.

Tanta coisa mudou do séc. XV até essa primeira década do séc. XXI que nem sempre temos tempo hábil para assimila-las. Pode ser apenas uma questão de tempo, mas em um futuro não muito distante a tecnologia se tornará algo ainda mais habitual que cantoras virtuais, como Hatsune Miku, e Robôs ultrassensíveis vão deixar de ser um deslumbre de mentes criativas.

Livros se tornam cada dia mais ultrapassados e a informação que absorvemos hoje ao ler o The New York Times, inteiro, é mais do que um homem do séc. XVI absorveu em toda vida. Fatos simples que nessa agitação não percebemos acontecer e nos deixam cada dia mais plugado e antenado. Desconectar assume vários sentidos e fica cada vez mais difícil enfrentar o mundo real.

A tecnologia é incrível, mas ficar a mercê de seus caprichos é doentio. A nossa geração tem perdido tanta coisa, tanto detalhe da vida que no fim poucas lembranças restaram. Poucas fotos ficam no HD quebrado, as palavras se apagam com os arquivos excluídos e nenhum scrap substitui um abraço. O futuro a Deus pertence, mas as novas descobertas os homens regem.

beijo Mil*
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