5 de maio de 2011

3x4 - Fabiana Moreira


  A Fabiana Moreira é a ilustríssima dona do Blog Fabi Abroad. Lá ela conta suas peripécias de brasileira residente em Bordeaux, mas já passou por mais um tanto de lugares. Aos 26 anos, diz não ter problemas com a idade. 
Saída de Rondonópolis – MT disse que um dia achou que a vida estava um saco e queria sumir no mundo. E acabou na Costa Rica!

Casada, namorando, solteira?
Tico-tico no fubá! (moro com o namorado)
Filhos? Nãããão!
Há quanto tempo mora fora do Brasil? Bem, teoricamente ainda moro aí. Mas a primeira vez que saí da casinha foi em Outubro de 2009. Depois disso, não parei quieta.
Você trabalha em que? Sou formada em Comércio exterior. Trabalhei na área durante um tempo, até decidir que precisava de um ano sabático. Durante esse tempo, me virei como pude; dando aulas particulares, fazendo bijuterias, trabalhei na Costa Rica também. Sou 1001 utilidades. No momento, “trabalho” em uma forma de conseguir meu visto permanente. Ainda sou turista. :P
Curiosidade minha, quantos idiomas você fala? 3 e meio. Português, inglês, espanhol e um Francês que tá quaaase no ponto.

Para começar, quem é Fabiana Moreira?  Assim, com nome e sobrenome, é a filha da dona Ercy que todo mundo acha séria e responsável de cara (óculos enganam)...  Mas, que acaba se "dividindo" entre outras facetas que os amigos bem conhecem. Difícil descrever rapidamente uma personalidade, imagine quatro! rsrs

Onde é sua base brasileira? Como você deixou as terras tupiniquins e ganhou o mundo?  Sou de Rondonópolis. Dizer que “ganhei o mundo” é exagero! Conheço muito pouco. Muuuito menos do que gostaria e do que pretendo. Sempre gostei de viajar. Pelo Brasil, inclusive. Mas sempre sonhei também em morar um tempo fora, desde que comecei o curso de inglês, porém, não havia tido tempo nem dinheiro pra isso. Um certo dia, cheguei no meu limite em vários sentidos e decidi pegar a estrada.

Quais países você já morou, por quanto tempo? E quais os outros que você conhece? Morei por alguns meses na Costa Rica e, atualmente estou na França. Antes disso, fiz algumas viagens pela América do Sul (Argentina, Chile... Paraguai conta?). Enquanto estive na Costa Rica tive a oportunidade de conhecer os países vizinhos: Nicarágua e Panamá. E já dei uma passada na Espanha, mas nada ainda registrável.

O que sua família diz sobre suas aventuras? E qual a frequência que você os vê? Todos torcem pra que tudo dê certo e me apoiam como pode. A mãe fica sempre de coração apertado a cada partida, dizendo: Mas você vai mesmo?? Como ainda não estou morando definitivamente aqui, eu vou e volto. O máximo que fiquei longe foi o período que estava na Costa Rica, em torno de 5 meses.

Como é a saudade? O que faz mais falta?
Pessoas, claro. De vez em quando dá uma vontade de comer um arroz com feijão da mãe, um pão francês do mercado. Mas lembro que aqui o camembert é barato e quando estava na Costa Rica, me apegava na comida mexicana, que adoro, aí amenizava a vontade do momento. Mas quando dá saudade dos amigos, da família... Não tem substituição possível.

É fácil encontrar brasileiros e matar a saudade de um dialogo mais brazuca?
Na América Central é bem difícil. A brasileirada ainda não encontrou as belezas de lá. Tem muito, mas muito Europeu. E alguns Norte-americanos. Mas brasileiro, quase nada. Quando ouvi português pela primeira vez depois de meses, fiquei emocionada. Aqui é um pouco mais comum, apesar de que nessa região também não tem tanto estrangeiro. Eu não conheci ninguém ainda. Mas sei que tem alguns brazucas espalhados por Bordeaux.

Você é boa de cozinha? O que você aprendeu a fazer da melhor culinária do mundo? Eu gosto muito de cozinhar, mas n sou muito de receita. Aqui acabei pegando o jeito deles de preparar carnes. É bem mais simples até, mas fica mais saboroso. A culinária francesa do dia-a-dia é muito simples, até sem graça, se comparada à nossa. Os pratos mais elaborados ficam por conta de refeições grandes em família, ou em restaurantes. Então ainda não me aventurei a fazer um coelho recheado (nem forno eu tenho! rsrs). Mas aproveito bem a variedade e a qualidade dos ingredientes daqui pra montar meus pratos. 

Qual a situação mais bizarra que você passou?
Entrar em casa e ver um gambá comendo junto com a gata de estimação da minha colega de apartamento foi estranho! Mas coisas assim acontecem em Tamarindo (Costa Rica).

Como surgiu a ideia do Fabi Abroad?
Criei o blog pra facilitar a comunicação com o Brasil. Eu escrevia ali minhas histórias pra que minha família e meus amigos pudessem acompanhar minha vida com maiores detalhes do que eu podia passar por MSN. Hoje, tenho seguidores que nem conheço, o que também é muito bacana.

Qual a dica que você daria para quem quer, como você, ganhar o mundo?
Ter em mente que não é fácil. Você vai estar longe de sua família e amigos, e se deparar com pessoas nada amigáveis, muitas vezes. Mas se quiser ainda assim tomar o risco, pesquise o máximo que puder sobre o destino desejado antes de ir. E vá de mente aberta! Quem não tem “frescuras” pra comer, por exemplo, tem muito mais facilidade de adaptação.
Quando pensei em publicar entrevistas aqui no Alices vários nomes vinheram a mente, mas nenhuma pessoa foi tão receptiva e atenciosa quanto a Fabi. Acompanho o blog dela a um tempinho e sempre me encanto com as suas aventuras - confesso sentir uma invejinha branca da coragem dela. Espero que tenham gostado de conhecê-la, tanto quanto eu. O texto ficou maior do que  imaginava, acho que nos empolgamos um pouco. rsrs
Acompanhe mais sobre ela no Twitter e no Fabi Abroad.