12 de julho de 2011

Wilde

A vida é muito importante para ser levada a sério. - Oscar Wilde

Minha paixão por Oscar Wilde começou depois que minha prima achou entre alguns livros velhos 'O Retrato de Dorian Gray'. Leu e me emprestou com super-recomendações. Já meu conhecimento técnico se resume a leitura desse livro e consultas ao Oráculo Google.

Oscar era irlandês, viveu na Inglaterra vitoriana e junto com o casamento arranjado com Constance Lloyd, jovem inglesa de família rica, e o sucesso iminente como escritor vieram a vida mundana, seus melhores trabalhos e a ruína.

Bon Vivant, em uma época em que homossexualismo era considerado uma doença, foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, por 'cometer atos imorais com diversos rapazes'. Tendo sido denunciado pelo pai de um de seus supostos amantes, no auge de sua melhor fase criativa.

Depois da prisão, Wilde declinou. Tanto sua saúde, quanto sua genialidade foi pouco a pouco o abandonando. Ao sair da prisão, passou o resto de seus dias amparado por um amigo, Robert Ross, em Paris. Comenta-se que ele e Robet, viveram uma paixão intensa no fim de suas vidas.

Oscar Wilde se converteu ao catolicismo em seu leito de morte. Aos 46 anos, acometido por um surto de meningite agravado pelo álcool e pela sífilis.

O Retrato de Dorian Gray, considerado sua obra-prima e da literatura inglesa, causou grande furor em seu lançamento por conter pesadas criticas a sociedade vitoriana, a vaidade humana e, principalmente, por narrar situações homoeróticas.  Já no prefácio Wilde escreveu: 'Não existe livro moral ou amoral. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo.'

Enfim, recomendo a leitura de Oscar Wilde mesmo só conhecendo um livro. É Instigante, apaixonante, vivaz! Há vários filmes baseados em sua vida e em Dorian Gray, nunca assistir porque não escutei boas críticas a esse respeito.

No mais, a ironia, o sarcasmo e o cinismo do grande poeta:
'As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos.'