27 de agosto de 2011

Do não estar

Do não estar apaixonada, do não pensar no amor, do esperar e sorrir a cada flor. 

É estranho não estar, não sentir, não ver ou suspirar. É diferente não ter alguém para lembrar a música ou não ter borboletas no estomago. 

É instigante sorrir do beijo, alheio a vontade; rir compulsivamente das piadas tolas de comédias românticas. 

Tão simples deitar e se sentir tranquilamente só, simplesmente bem acompanhada. O não pensar em alguém além da família, amigos e seus reflexos. 

Do não ter que justificar os detalhes bobos ou exigir justificativas. Do não estar, além do não sentir. Simplesmente respirar cada centímetro de liberdade.

Escrito durante alguma das tardes, perdidas, de aulas teóricas na autoescola. 
O maior consumidor de horas produtivas já inventado.