26 de setembro de 2011

Apressar-se-á


Uma coisa de cada vez, uma coisa de cada vez. Repito como um mantra ou para lembrar a melhor forma de agir, mas o cérebro, com sua mania de dificultar as coisas, parece não escutar nada do que profiro.

E nessa de não falar e não ouvir as coisas se acumulam, os sonhos se esquecem e o tempo, saudoso amigo, continua a correr da minha loucura de vida. As frustrações continuam a bater na porta e sorrirem amarelas do meu desespero.

As folhas se acumulam, o transito continua a me tomar algumas horas que sempre fazem falta entre o despertador e o despertar.  A vida corre lá fora e aqui estou presa em responsabilidades, agora maçantes, a atrasar as novas descobertas.

O tiquetaquear do relógio a apressar os dias e o tempo a contradize-lo insiste em deixar-me presa aqui, contando, pensando e sorrindo de volta, a frustração que por hora sai pela janela.