1 de dezembro de 2011

Jingle Bell?

Não gosto de fim de ano. E não lembro de já ter gostado. Lógico que quando criança presentes de natal me encantavam, mas nunca gostei de nada mais que isso e das férias.

Esse blábláblá de jingle bell, neve falsa, sorrisos largos e encontros de família não me atraem. Não me encantam, na verdade, cansam. Acho tudo tão falso, consumista e despropositado!

As pessoas deixam para fazer no fim do ano tudo que não fizeram antes, só Deus sabe o porque: viajar, comprar roupa, pintar a casa, juntar a família e dizer que ama. Alguém me explica a diferença de fazer isso em dezembro, abril ou agosto?

Quem trabalha – infelizmente, não é meu caso – recebe milhões de bonificações não sei de onde. Quem namora – meu namorado inexistente passa esse mês ajudando o papai Noel com as renas – fica ainda mais meloso. Avós declaram-se a netos que veem apenas uma vez no ano... E as lojas ficam cheias de compradores histéricos e vendedores cansados.

Eu começo a achar que a faculdade não tem me feito, socialmente falando, bem. Este ano estou mais irritadiça e intolerante com o clima natalino. Até porque, como administradora, sei da força que o marketing e o consumismo tem sobre o Natal. E me recuso a cair nesse truque.

Réveillon ainda me convence. Gosto da promessa de novidade, mas sempre durmo antes da meia-noite. Em todos os anos que lembro estou em casa vendo especiais ridículos da rede globo ou na fazenda morrendo lentamente congelada sobre a serra. Enfim, não é legal.

E assim eu começo Dezembro de 2011. Mais uma reflexão sobre o proposito desse mês.