23 de setembro de 2012

Cidade de Deus

Cinema sempre me influenciou de uma forma incrível! Diamante de Sangue me inspirou ao jornalismo, O Senhor dos Anéis me fez querer ter uma imaginação ilimitada e Orgulho e Preconceito de apresentou Jane Austen. 

Quando Coragem começou a fazer parte da minha vida e ocupar cada segundo do meu tempo, não imaginei que um filme fosse fazer parte disso tudo. Desde que decidi retratar a violência de grandes centro urbanos no meu livro, Cidade de Deus tem figurado entre esses filmes que marcaram minha vida.


"Cidade de Deus é uma estória e tanto. Desculpe, histórias. Histórias e tanto. Histórias de pessoas que moram numa favela e sonham, intrigam, invejam, disputam, amam e odeiam, às claras ou às escondidas, como bem fazemos todos nós”. 
(Marcelo Rubens Paiva - escritor, dramaturgo e roteirista)

Buscapé é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Ele vive na Cidade de Deus, favela conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.


Cidade de Deus é um filme brasileiro de 2002 dirigido por Fernando Meirelles e adaptado por Bráulio Mantovani a partir do livro de mesmo nome escrito por Paulo Lins. O filme mostra o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus entre as décadas de 1960 e 1980.

Recebeu quatro indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado (Bráulio Mantovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (Cesár Charlone). Foi exibido fora de competição no Festival de Cannes e traduzido para Francês, espanhol e inglês.


Tem que ter estômago para assistir: Fernando Meirelles não tem pudor ao retratar sexo, drogas e violência de todas as espécies. E acho que o sucesso do filme é justamente esse, mostrar a realidade sem maquiagem nenhuma.

O grande trunfo do filme é trazer não só uma história, com enredo cronológico e previsível. Você fica suspenso durante cada segundo e as personagens vão se entrelaçando em uma teia que conta mais a história da favela do que das pessoas que lá moram.

Há quem compare Cidade de Deus com Tropa de Elite, mas não acho que seja justo. Enquanto o primeiro conta a história com foco nas pessoas e em sua luta pessoal, Tropa de Elite foca na violência e na ação em si. Na minha opinião são propostas totalmente diferentes.

Não li o livro - tenho que remediar isso - mas, vi o filme três vezes com um caderninho na mão anotando detalhes sobre o tráfico e o crime organizado que é retratado. Recomendo para quem tem mente aberta e está disposto a ver muita cena forte.

Cidade Deus figura entre os filmes brasileiro de maior sucesso. Sucesso justo e muito bem justificado.