9 de janeiro de 2013

Recompensa

É engraçado que sempre queremos algo em troca. Por qualquer coisa, sempre há a esperança na reciprocidade... é algo do ser humano. O interesse. Quando você começa um serviço social, basicamente altruísta, ninguém espera que tal recompensa venha de uma forma tão singela e desarmada.

Tenho dessas de altos e baixos, de dias de humor insuperável e outros de completo desanimo e acordar ontem as seis da manhã não é algo que eu faça de bom grado. Eu ando um lixo de pessoa: assumi mais responsabilidades que dou conta e ando feito zumbi pela cidade por não dormir direito ou não comer direito ou passar o dia na rua.

Ontem estive no abrigo que o Pintando o Se7e vai ajudar. Estava morrendo de sono, cansada demais e apreensiva com a recepção que teríamos. Tocamos a campainha e um menino colocou o rostinho do lado de fora. Olhou para gente e gritou para dentro da casa:

"É dois homens e uma mulher, tia!"

É meio besta, mas com isso eu tive certeza de que TUDO ia dar certo e que absolutamente todo cansaço e estresse tinha uma razão e um motivo. Ainda não começamos as atividades, ainda estamos batalhando, mas será um começo de 2013 excepcional. 

E se fosse um filme, essa seria aquela cena que a protagonista vê tudo em câmera lenta, começa a tocar Imagine ao fundo e todas as pessoas da sala choram.



Novelinha:
- Capitulo 01: Pintando o Se7e
- Capítulo 02: eu não quero ir pro céu
- Capítulo 03: Recompensa
- Capítulo 04: Primeiras oficinas