5 de março de 2013

aparência


Máscaras não são ruins. Não essencialmente ruins. Exceto nos caras que roubam bancos em filmes, eles são maus.

Todos tiramos a cara para sair na rua e naturalmente colocamos nossos rostos mais bonitos para o convívio social. Isso não é sinônimo de falsidade, talvez indício de auto-proteção.

Nem todos estamos preparados para estampar nossa vida íntima na testa e - quase ninguém - curte a fossa dos outros como curtimos nossa própria.

É tão humano generalizar e achar que quem não diz tudo o que sente é falso ou quem não compartilha seu sentimento é egoísta,  mas julgamos tudo que a pessoa diz e dizemos em alto em bom som que ela faz isso ou aquilo por que gosta.

Por a máscara e ir à luta é diferente de se enrolar no sofá e lamentar a vida. É diferente de dizer que Ama jiló quando ninguém suporta jiló. É diferente de jogar ao vento o quanto você é legal, mas fugir na sua primeira crise de TPM.

Por a máscara e ir à guerra é como colocar sua armadura mais brilhante de matar os dragões, os medos e julgar a si mesmo antes que nos julguem. No fundo todos temos a máscara favorita, a que ostentamos ao mundo e pela qual todos nos conhecem. 

Lembrete mental: não esquecer de tirar a fortaleza para lavar, mostrar a cara limpa e ser exatamente quem você é, não quem eles vêem.