23 de março de 2013

Não se estressa, não.

Eu não sou do tipo que curte uma polêmica. Sério, nunca gostei de jornal sensacionalista, nunca acompanhei os bafões do twitter... tá, eu curto a Blogueira Shame e sou primeira a querer saber as fofocas da família e do condomínio, mas não vivo disso.


Nessa de fofoca, bafafá e cabaré, essa semana foi a vez da Isabela Freitas cair no Santo Tribunal Inquisitivo da internet. Isso por causa de um comentário mal feito sobre alguma coisa de escola e blábláblá.

Eu conheci a Bebela o "trabalho" da Isabela quando - faz tempo pra caramba - ela lançou o blog que leva seu nome. Lembro a promoção de lançamento: Um layout para blog. E, cara, naquela época ter um layout personalizado era caro pra caramba e surreal para reles blogueiras feito a minha pessoa. Ou seja, foi um boooooom para o blog dela.

Vamos falar de Banksy ao invés desse blábláblá?
Muito sinceramente, não lembro se participei da promoção - que eu não ganhei, é óbvio. E, bem, abstrai Isabela Freitas dois dias depois. Então, fazem uns meses, eu conheci o trabalho do Hugo Rodrigues no Casal Sem Vergonha e vendo a vida do rapaz, voltei a dar de cara com Isabela Freitas e, por causa dos textos do Hugo, acabo visitando o blog dela com alguma frequência.

Então, eu descobrir que ela será a primeira "escritora" nacional publicada pela Intrínseca. Ou seja, eu dei uma pirada. Regina tá de prova! Mas, não sai por ai xingando a menina, gritando com os editores da Intrínseca ou xingando muito no twitter.

Certo, a novela foi só para mostrar que eu sei quem é Isabela Freitas e que o mundo continua girando com ou sem a fulaninha. Eu sei que todo mundo tem uma paixão doentia por livros e que qualquer coisa que possa macular a maravilha que é a literatura provoca frisson na blogsfera literária, mas gente, Precisa tanto?


Xingar a mulher; autores com livros publicados começando um fuzuê e tentando subir Hastag... Sabe o que me parece? Dor de cotovelo.

E espeeeeera, eu não gosto da Isabela. Não é "odiar" com viu-se no twitter, simplesmente acho o trabalho dela fraco, repetitivo e que só alcança um público adolescente que cresce e esquece a moça mimada e cheia da grana que conseguiu um contrato com uma grande editora. Se ela pagou ou dormiu com alguém para conseguir isso é problema dela.


O livro vai vender? Vai. Por que a editora é enorme e o Marketing vai ser espetacular. Mas, todos nós sabemos que não é um best-seller e, provavelmente, nunca será. E eu - particularmente - não descarto a ideia de que "Não se apega, não" será escrito por um Ghost-writer.

Talvez o frisson seja por que de repente a Intrínseca tenha dado Ibope para alguém - que eu saiba - que nunca quis ser escritora profissional, enquanto tem um monte de gente que sonha em viver com isso e nunca conseguiu o espaço que ela teve. Talvez, não sei.

Eu quero Coragem publicado por uma grande editora? Lógico que eu quero! E vou dar um jeito de conseguir isso, mas agressão não vai fazer com que isso aconteça e chegar em qualquer lugar pisando nos outros também não o fará.

Escrevo besteira no twitter? Sim, demaaaaais! Mas, e daí? Por que somos escritores temos que ser politicamente corretos sempre? Certo, somos formadores de opinião, mas também temos a nossa e - de vez em quando - um que se dane, vale a pena.


Minha cara lendo os RT's da Bebela que pulam na minha timeline.

Fama vai e vem; Dinheiro, contatos e beleza - cof. cof. - vão e vem; E ninguém se torna Machado de Assim, curando dor de cotovelo. E, cá entre nós, tem gente que como escritor é um excelente rostinho bonito.


Caso encerrado. Próooximo!


Ah, sabe um bafafá que eu não lembro? 
Quando a Bruna Vieira lançou livro - ainda não li, mas também não coloco fé -, teve polêmica também?