19 de maio de 2013

Somos os filhos da Revolução


Enfrentei uma greve de ônibus para finalmente ver SOMOS TÃO JOVENS, cada segundo do filme vale a pena e é um tributo inquestionável aos Fãs de Renato Russo.

O filme conta a história de Renato Manfredini da descoberta como portador de epifisiólise, a criação do Aborto Elétrico, seu sucesso como Renato Russo e o começo do Legião Urbana. Mostra as primeiras influências musicais, os grandes amigos, os amores e tudo que construiu o ícone Renato Russo.

Não sou lá grande crítica de cinema, mas Somos tão Jovens me ganhou completamente. Ser fã do Legião já é um grande passo a favor disso, mas me identificar com os personagens, o momento histórico (década 1980) e a forma que retrataram Renato foi decisivo.

As pessoas tem ido ao cinema querendo ver toda a vida, altos e baixos do Renato ou em busca da história do Legião. Mas, não é uma cinebiografia convencional. O filme mostra uma parte muita específica da vida do cantor: a sua fase de formação artística, os primeiros passos e pessoas que tornaram o Legião o que ele foi. É.

Não só o Legião, mas uma grande parte do Rock de Brasília aparece no filme. Talvez um único deslize do filme é citar um monte de gente sem que haja espaço para falar sobre ela. Quem não conhece muito se perder nessas referências. 

De qualquer forma, o filme se propõe a deixar o gostinho de quero mais, instigar as pessoas que não conhecem a banda a conhecerem e resgatar aqueles fãs que esqueceram o refrão favorito. E isso ele consegue.



Um elenco impecável, lindas músicas e uma saudade enorme. Esse é Somos Tão Jovens.