22 de dezembro de 2013

O Hobbit: A desolação de Smaug

Observação: 
Esse texto foi escrito a duas mãos, melhor, a quatro mãos. Lorena e Regina dividiram o texto com a seguinte legenda: 
Opinião da Regina - Opinião da Lorena - Opinião do Mil Alices


Foi assim que a maioria das pessoas assistiram O Hobbit. Desde a sexta-feira (13 dez), estamos meio atordoadas e como não poderíamos abandonar a tradição, comentamos aqui os detalhes do segundo filme da trilogia.

Antes de qualquer coisa, O Hobbit: a desolação de Smaug é o melhor 3D que eu já assisti na vida. Extremamente real, todo mundo levou susto, se encolheu na cadeira, tentou afastar abelhas ou pegar objetos no meio da sala de cinema. Se você tiver oportunidade de assistir o filme em 48 FPS, não pense duas vezes, a experiência visual vale muito a pena. É inacreditável como Peter Jackson consegue te colocar dentro do filme, ele - aliás -  aparece rapidamente na cena inicial.

Todos nós sabíamos (?) que Peter Jackson não iria ser extremamente fiel ao livro original, houve resgate de muitos personagens de O Senhor dos Anéis, como Legolas nesse filme e Frodo no primeiro. Houve a criação de uma personagem feminina, a poderosa Elfa guerreira Tauriel (Lilly Evangeline), que rabisca um triângulo amoroso inexistente no livro, mas não acho que essa falta de fidelidade na sequencia de cenas tenha sido prejudicial. Muito embora eu faça parte do time que acredita que livro e filme são duas "dimensões" diferentes e que por isso divergências são permitidas e bem aceitas.



Nesse sentido, O Hobbit é genial: O link que traz com a saga do Senhor dos Anéis. O resgate de Sauron e os retornos (principalmente no primeiro filme) são um presente aos fãs da saga e do trabalho do diretor. Não conto mais detalhes pelos spoilers, mas vale meus parabéns ao roteiro.

O que me faz ser completamente apaixonada pelo trabalho de Peter Jackson é como ele cria a Terra-Média com cuidado aos mínimos detalhes, desde a grandiosidade dos cenários à caracterização detalhada dos personagens. Destaco a ótima introdução do arqueiro Bard (Luke Evans) e a cidade do lago e claro a grande estrela do filme, o suntuoso dragão Smaug. Uma ótima razão pra você não hesitar em assistir o filme legendado é a potente e marcante voz do dragão, que é "vivida" pelo ator inglês *suspiros* Benedict Cumberbatch, que também faz as expressões faciais do dragão.

Também destaco o trabalho do Martin Freeman, que mais uma vez da show de carisma vivendo Bilbo Bolseiro. 


Smaug e Bilbo, ou seria Sherlock e Watson? 
Os efeitos são impecáveis! Do dragão as abelhas. Toda a fotografia do filme reforça a sensação de estar no meio das Terras Médias. Um mínimo detalhe que - as vezes - me dá agonia é que em certas cenas a imagem lembra gráficos de vídeo game, mas nada que estrague o filme.

Quanto ao Roteiro, o segundo filme tem muito mais ritmo que o primeiro. Achei "Uma aventura inesperada" arrastado em alguns momentos, porém agora o filme consegue te prender cada segundo e o desconforto de quase três horas sentado passa não é incomodo.

Já eu curto bastante o primeiro filme, adoro o clima leve, descontraído e o tom de bom-humor que em contraponto é substituído nesse filme por mais cenas de ação e um clima mais sombrio.

Preferimos nos prender aos detalhes mais técnicos aqui, uma vez que por ser o segundo filme de uma saga, a história é continua e quem não viu o primeiro, não vai entender o segundo filme. Aliás, uma barreira que senti do público foi pessoas que não curtem O Senhor dos Anéis, odiarem por tabela O Hobbit. Acho que essa é uma boa hora de dar uma chance a Peter Jackson e seu magnífico trabalhos.

Um filme sensacional (SEN-SA-CIO-NAL), que vale ser visto e revisto. Pode ser sua chance de se apaixonar pelas Terras Médias.