25 de dezembro de 2013

Rotina


Eu preciso estar bem para escrever. Bem comigo, bem com a vida, de bem.

Não é qualquer dia que a gente, simplesmente, senta e escreve. E, na boa, como Jornalistas, Redatores e Escritores escrevem todos os dias?

Perde o encanto, sabe? A magia de sentar, pensar, rabiscar, apagar e dizer: "ah, esse não ficou bom. Depois eu tento de novo".

Posso me dar mil desculpas esfarrapadas para não seguir A carreira, mas de todas as esfarrapadas, essa é a menos rota: não posso escrever sobre qualquer coisa em qualquer dia.

Hoje eu escrevo sobre escrever... como na maioria das vezes. Esse é o meu amor não correspondido que todos os outros escritores escrevem todos os dias.

Talvez seja uma questão de criar uma rotina, mas tudo que vira rotina, se torna monótono e passa a ser obrigação. Não quero ser obrigada a fazer o que eu mais amo.

Entende?

Não. Nem eu mesma entendo essa necessidade de falar sobre o que não é essencialmente explicável, como vontades, como talentos, com rotina, como amor.