Máscaras não são ruins. Não essencialmente ruins. Exceto nos caras que roubam bancos em filmes, eles são maus.
Todos tiramos a cara para sair na rua e naturalmente colocamos nossos rostos mais bonitos para o convívio social. Isso não é sinônimo de falsidade, talvez indício de auto-proteção.
Nem todos estamos preparados para estampar nossa vida íntima na testa e - quase ninguém - curte a fossa dos outros como curtimos nossa própria.
É tão humano generalizar e achar que quem não diz tudo o que sente é falso ou quem não compartilha seu sentimento é egoísta, mas julgamos tudo que a pessoa diz e dizemos em alto em bom som que ela faz isso ou aquilo por que gosta.
Por a máscara e ir à luta é diferente de se enrolar no sofá e lamentar a vida. É diferente de dizer que Ama jiló quando ninguém suporta jiló. É diferente de jogar ao vento o quanto você é legal, mas fugir na sua primeira crise de TPM.
Por a máscara e ir à guerra é como colocar sua armadura mais brilhante de matar os dragões, os medos e julgar a si mesmo antes que nos julguem. No fundo todos temos a máscara favorita, a que ostentamos ao mundo e pela qual todos nos conhecem.
Lembrete mental: não esquecer de tirar a fortaleza para lavar, mostrar a cara limpa e ser exatamente quem você é, não quem eles vêem.

Ótimo texto. Penso que muitas vezes as máscaras são necessárias, principalmente para a própria proteção. Se todo o mundo vai à luta envolto em armaduras e máscaras, o fulano que vai de cara limpa correrá inevitavelmente o grande risco de não durar muito tempo na "batalha". Ainda assim, é preciso ter momentos sem máscara, até para que o próprio indivíduo não acabe misturando a máscara à própria face, não sabendo mais distinguir uma da outra.
ResponderExcluirBj
Livro Lab
òtimo post, é perfeito e assino embaixo: "não esquecer de tirar a fortaleza para lavar, mostrar a cara limpa e ser exatamente quem você é, não quem eles vêem."
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